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Tipos de tratamentos para dependência química

Tipos de tratamentos para dependência química

O tratamento deve ser destinado a  todos os dependentes de drogas, mas nem todos os dependentes aceitam ajuda ou reconhecem o seu vício, e a primeira barreira para a solução do problema do vício das drogas encontra-se no próprio dependente. Há  vários  tipos  de  tratamento  para  dependentes  químicos  no  Brasil  e  essa variação  se  dá  pelo  tipo  da  droga,  o  grau  e  o  tempo  de  consumo  da  mesma.  Há tratamentos  ambulatoriais,  internações,  semi-internações,  com  medicamentos,  sem medicamentos,  público,  privado,  convênio  com  o  Sistema  Único  de  Saúde  (SUS).

Tratamento em hospital psiquiátrico

O  tratamento  de  dependentes  químicos  em  hospitais  psiquiátricos  se  deu através  da  atual  Política  de  Saúde  Mental  Brasileira,  iniciada  na  década  de  80  e sancionada em 6 de abril de 2001 pelo Congresso Nacional,  a Lei Federal nº 10.216 (Planalto, 2001) que, posteriormente, em 06 de dezembro de 2011, incluiu aqueles relacionados ao uso de substâncias psicoativas (dependentes químicos).

As modalidades de internação psiquiátrica são:

I.  Internação  voluntária:  aquela  que  se  dá  com  o  consentimento  do usuário;
II.  Internação  involuntária:  aquela  que  se  dá  sem  o  consentimento  do usuário e a pedido de terceiro;     
III.  Internação compulsória: aquela determinada pela Justiça.
[1]

Grupos de ajuda mútua

É impossível falar de grupos de mútua ajuda para dependentes químicos sem mencionar os Alcoólicos anônimos. Sua história inicia-se no ano de 1935, em Akron, Ohio, quando dois homens que tinham problemas de alcoolismo e, apesar de várias tentativas de se libertar do vício, se encontram e decidem se reunir buscando ajuda mútua.  Essa  reunião  cresceu  e,  em  1937  das  pessoas  que  participavam  dos encontros, 20 já estavam sóbrias. Hoje esse grupo é reconhecido mundialmente.

No  Brasil,  os mais  conhecidos  são  AA,  alcoólicos  anônimos;  NA  -  narcóticos anônimos,  ambos  utilizam  a  técnica  de  doze  passos.  Cruz  Azul  denominada  como organização cristã, com a finalidade de ajudar o dependente e seus familiares, entre outras como: Al-Anon, Nar-Anon, Coda Brasil.

Comunidade terapêutica

Comunidade  terapêutica  são  instituições  privadas,  sem  fins  lucrativos  e financiadas, em parte, pelo poder público para oferecer tratamento de drogas gratuito. Possuem um ambiente estruturado, e muitas vezes isolado dos grandes centros, em sua maioria são evangélicas. São destinadas para internação de usuários de qualquer tipo de drogas e, na maioria delas, a internação é realizada por um período de um ano de tratamento. 

Essas comunidades oferecem internação voluntária e o seu tratamento segue praticamente  os  modelos  de  ajuda  dos  Alcoólicos  e  Narcóticos  anônimos.  Há  uma estimativa, segundo o site do Senado Brasileiro[2], de que existem aproximadamente três mil comunidades terapêuticas espalhadas em todo o território brasileiro.

Clínica de recuperação

A clínica de recuperação é um lugar onde as pessoas buscam ajuda para se recuperar da dependência química, geralmente esses lugares são restritos por serem privados.  A  internações  podem  ocorrer  por  um  período  de  tempo  ou  tratamento semipresencial,  dependendo  grau  da  dependência  e  de  estrutura  física  do  local.  O tratamento para os casos mais críticos de dependência pode durar dias ou meses.

A  escritora  Anna  Raphaela  Drumond[3]  aborda  o  tema  clínica  de  reabilitação  para dependente químico e cita:

“As  clínicas  de  reabilitação  oferecem  serviços  de  internação  e terapia.  O  nível  de  cuidado  geralmente  depende  do  grau  da doença  da  pessoa  que  será  tratada.  Alguns  dependentes químicos precisam de atenção constante, e só uma clínica de recuperação  com  internação  pode  oferecer  o  tratamento necessário.  Outros  dependentes  conseguem  superar  o  vício comparecendo a sessões de terapia. Isso vai variar com o grau de  dependência  e  comprometimento  do  dependente  químico.”

Os  tratamentos  oferecidos  por  essas  clínicas  são  realizados  por profissionais  da  área  da  saúde  e  social,  tais  como:  técnicos  de  enfermagem, enfermeiros, médicos, psiquiatra, psicólogos, assistentes sociais, etc. Algumas  clínicas  realizam  internações  involuntárias,  com  a  autorização  e solicitação  da  família.  Há  ainda  clínicas  públicas  para  tratamento  de  drogas financiadas pelos governos municipais, estaduais e federais.

O SUS e o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS)

O  CAPS  faz  parte  da  Rede  de  Atenção  Psicossocial ,  instituída  pelo decreto  presidencial  nº  7508/2011  de  28  de  junho  de  2011,  oferece  atendimento psicossocial  em  todo  o  Brasil  para  pessoas  com  transtornos  mentais  e  para  o tratamento de dependentes químicos. Sobre o funcionamento do CAPS, Florence Kerr[4] escreveu:

“Ponto de Atenção constituído por equipe multiprofissional que atua  sob  a  ótica  interdisciplinar  e  realiza  a  prioritariamente acompanhamento  de  pessoas  com  sofrimento  ou  transtornos mentais  graves  e  persistentes,  incluindo  aquelas  com necessidades  decorrentes  do  uso  de  álcool,  crack  e  outras drogas.”

Há diversas modalidades de CAPS:  I,  II,  III,  álcool  e  drogas  (CARSad)  e infanto-juvenil (CAPSi). Os CAPS III e CAPSad III funcionam 24 horas. Ao todo, são 2.096 CAPS espalhados no Brasil[5].                                                                                                                                                               


[1]   PLANALTO. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10216.htm > Acesso em: 01/09/2015.

[2] Disponível em: <http://www.senado.gov.br/noticias/Jornal/emdiscussao/dependenciaquimica/sociedade-e-as-drogas/comunidades-teraputicas-oferecem-80-das-vagas-para-tratamento-de-dependentes-quimicos.aspx> Acesso em: 01/09/2015.

[3]  DRUMOND, Anna Raphaela. Disponível em: <http://www.tratamentodrogas.org/author/anna-raphaela-drumond> Acesso em: 28/08/2015. Acesso em: 28/08/2015.

[4]   KERR, Florence. Maximiano, Vitore André. Capacitação para comunidades terapêuticas – Conhecer para cuidar melhor: Curso para líderes, voluntários, profissionais e gestores de comunidades

terapêuticas.Brasília: Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas. 2013 p. 11.

[5] Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/observatoriocrack/cuidado/outros-centrosatencao-psicossocial.html> Acesso em: 01/09/2015.

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