Imprimir

Relato de uma mãe

Lamentar o passado é algo que me persegue constantemente. Pensar no que fiz e não deveria ter feito; no que não fiz e deveria ter feito, sem contar os "poderia".

A verdade é que o passado não volta. Percebi, que mesmo hoje, com a experiência e conhecimento que tenho, se tivesse oportunidade de voltar o tempo, ainda assim fracassasse.

O meu filho está doente e eu não sei se ele será curado. Tenho visto muitas famílias destroçadas por causa do uso de drogas. Por que eu posso achar que sou melhor que elese a cura nos alcançará? Já são sete anos de luta, sem contar o tempo que ele usou drogassem eu saber.  Hoje entendo que fomos roubados. As perdas são incalculáveis. Mas eu digo como Jó: "O meu redentor vive" e me sustenta e é fiel.

SINAIS

A família demora para perceber o uso de drogas. Meu filho conseguiu por um tempoesconder de nós o uso. Não sei quanto tempo. Ele nunca nos contou como e porque começou.

A verdade é que a adolescência por si só já é caracterizada por mais dificuldades do que em outras fases da vida. Assim alguns sintomas são confundidos com "coisas da idade". Meu filho,aos dez anos, participou do PROERD, que é um programa da polícia militar que trabalha com as crianças para prevenir o uso de drogas. Hoje, pensando no passado é que posso enxergar com maior clareza, que há muito, havia algo errado, porque volto no tempo e lembro de algumas atitudes, que creio, são de pessoas que têm contato com drogas. Uma vez, não me lembro exatamente quando, ele fraturou o dedo da irmã. Levei-a ao pronto socorro e o rapaz que colocou o gesso chamou a atenção dele. Eu não permitia que eles brigassem fisicamente. Uma vez eles começaram a brigar e eu disse que ia colocá-los em 

turnos invertidos na escola, se acontecesse de novo. Eles não brigaram mais.

Logo depois que meu terceiro filho nasceu(ele tinha 12 anos), a orientadora da escola nos chamou e orientou a procurar uma psicopedagoga, porque ele estava começando a perder rendimento e mudar de comportamento na escola. A psicopedagoga não encontrou nenhum problema na capacidade para aprendizado e nos orientou a procurar um psicólogo. Ele fez tratamento por mais de um ano. Após esse tempo disse que não queria mais ir. Depois disso é que tudo começou a desandar de vez. No primeiro semestre de 2007, então com 15 anos, é que tive certeza que ele estava usando drogas, porque li uma conversa dele no msn.

A primeira reprovação dele foi na 8ª série(7º ano)(ele estava com 14 anos).  

REAÇÃO

Meu mundo caiu. Eu não podia acreditar. Por que nós? Estávamos perdidos. Contei ao meu marido e nossa primeira reação foi pedir ajuda ao pastor. Logo depois o confrontamos e ele ficou irado, porque li as conversas dele no msn. Depois disso, o comportamento dele foi piorando ainda mais. Também fui ao conselho tutelar pedir orientação, mas lá mesmo cheguei à conclusão,  que eles não poderiam me ajudar. Fui embora sem nem mesmo me identificar. Depois descobri o adolescentro, que é um lugar que trabalha com a familia de adolescentes problemáticos. fomos a algumas reuniões, mas desistimos depois.  A metodologia do adolescentro é criar uma rede de proteção e manter o usuário sob constante vigilância. Meu marido sempre achou, que nós como família, é que tínhamos que resolver o problema, mas até hoje não conseguimos. 

C.M.M

Testemunhos

       

twitter.com/SomenteCristo

Além do facebook, você também pode nos acompanhar pelo twitter!

facebook.com/somentecristo

Estamos no Facebook, curta nossa fã-page!

Em breve no YOUTUBE

Estamos em desenvolvimento do nosso canal de vídeos no YOUTUBE, aguardem!